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Relatos dos suicidas




Enquanto que as almas das pessoas que morreram de forma natural experimentam alívio e até alegria no outro mundo, as almas dos suicidas ao contrário, experimentam inquietação e sofrimento. Um especialista na área de suicídio ilustrou esse fato com a sábia frase: "Se você despede-se da vida com a alma agitada, vai passar para o outro mundo também com alma agitada." Os suicidas se matam para "acabar com tudo," mas acontece que lá para eles, está tudo apenas começando.
Eis alguns relatos modernos que ilustram o estado dos suicidas no outro mundo: um homem que amava ardentemente a sua mulher, tentou suicídio quando ela morre. Ele tinha esperança de unir-se com ela para sempre. No entanto, tudo ocorreu de outra forma. Quando o médico conseguiu reanimá-lo, ele disse: "Eu fui parar em um outro lugar, não o mesmo dela. Era um lugar terrível... E eu imediatamente entendi que cometi um enorme erro" [1, pág.143].
Alguns suicidas que retornaram à vida descreveram que após a morte, eles foram parar numa espécie de prisão ou calabouço e sentiam que ficariam lá por um longo período. Eles tinham consciência que isto era um castigo pela violação da lei estabelecida, de acordo com a qual, cada pessoa deve suportar uma determinada carga de sofrimentos. Negando-se a isto por sua própria vontade, eles deverão suportar em outro mundo uma carga ainda maior.
Um homem, que passou pela morte temporária, conta o seguinte: "Quando eu me encontrei lá, compreendi que duas coisas são absolutamente proibidas: matar-se e matar alguém. Se eu decidi me matar, é como se eu atirasse na face de Deus, o dom que Ele me deu. Ao tirar a vida de outra pessoa - significa interromper o plano que Deus preparou a ela" [1, pág.144].
A impressão comum dos médicos-reanimadores é que o suicídio é punido severamente. Dr. Bruce Greyson, psiquiatra do setor do pronto socorro junto a Universidade de Connecticut, tendo estudado essa questão, testemunha que ninguém, dentre os que passaram pela morte temporária, por nada quer acelerar o fim da sua vida [3, pág.99]. Apesar do "outro mundo" ser incomparavelmente melhor que o nosso, a nossa vida aqui tem um significado preparatório muito importante. Somente Deus decide quando o homem está suficientemente maduro para a eternidade.
Beverly, de 47 anos, contou como ela está feliz por estar viva. Desde a infância, ela sofreu muito nas mãos de pais cruéis que judiavam dela diariamente. Já na maturidade, ela não podia contar sobre sua infância sem ficar nervosa. Uma vez, quando estava com 7 anos, levada ao desespero pelos pais, atirou-se de cabeça para baixo e quebrou a cabeça no cimento. Durante a sua morte clínica, sua alma viu as crianças, suas conhecidas, em torno do seu corpo inerte. De repente, uma luz brilhante apareceu, e uma voz desconhecida lhe disse: "Você cometeu um erro, sua vida não lhe pertence e você deve voltar." Beverly retrucou: "Mas ninguém me ama e ninguém quer cuidar de mim." "Isto é verdade" - disse a voz -" e no futuro ninguém vai cuidar de você. Por isto, aprenda a se cuidar." Após estas palavras, Beverly viu neve em sua volta e uma árvore seca. Mas, de algum lugar veio o calor, a neve derreteu e os galhos secos da árvore cobriram-se de folhas e de maças maduras. Aproximando-se da árvore ela começou a colher as maças e a comê-las prazerosamente. Aí ela entendeu que, assim como na natureza, cada vida tem seus períodos de inverno e de verão, os quais constituem um todo no plano de Deus. Quando Beverly reviveu, ela começou a encarar a vida de uma nova forma. Tendo crescido, casou-se com um bom homem, teve filhos e foi feliz.

O que a alma vê no "outro" mundo


O que a alma vê

no "outro" mundo
A morte não é como muitos a imaginam.  

Na hora da morte, teremos que ver e passar por muitas coisas para as quais não estamos preparados. O objetivo desse artigo é o de ampliar e expandir e pormenorizar nossa compreensão sobre a inevitável separação do nosso corpo mortal.
Para muitos, a morte é como dormir sem sonhar.Você fecha os olhos, adormece e nada mais existe, apenas a escuridão. Só que dormir termina ao amanhecer e a morte é para sempre. A muitos, o desconhecido é o que mais assusta: "O que acontecerá comigo?" E então procuramos não pensar na morte. Entretanto lá no nosso íntimo sempre existe o sentimento do inevitável e uma ansiedade inquietante. Cada um de nós terá de atravessar esta fronteira. Deveriamos pensar e nos preparar para isto. Alguém pode perguntar: "Mas pensar e se preparar para que? Isto não depende de nós. Chega a nossa hora, morremos e pronto. Mas enquanto ainda há tempo, é preciso tomar tudo da vida, tudo aquilo que ela pode nos proporcionar: beber, comer, amar, conseguir o poder e a glória, o respeito, ganhar dinheiro, etc. Não se deve pensar sobre nada desagradável e difícil e, claro, nem cogitar sobre a morte." Muitos agem assim.

E, mesmo assim, às vezes, outros pensamentos perturbadores passam pela nossa cabeça: "E se não for assim? E se a morte não for o fim, e após a morte do corpo, eu, inesperadamente para mim mesmo, de repente me encontrar em condições completamente novas, conservando a capacidade de ver, ouvir e sentir?" E o mais importante: "E se, o nosso futuro no além, de alguma forma depender do como vivemos a nossa vida e de como éramos antes do momento de cruzar a soleira da morte?"

Reunindo os relatos das pessoas que sobreviveram à morte clínica, emerge o seguinte quadro do que a alma vê e experimenta, ao separar-se do corpo. Quando a morte se processa e a pessoa atinge o limite de desfalecimento, ela ouve quando o médico a considera morta. Em seguida, ela vê seu "sosia" - um corpo inerte - deitado abaixo dela, e os médicos e as enfermeiras tentando revive-la. Essas imagens inesperadas provocam um grande choque na pessoa, porque, pela primeira vez na vida ela se vê do lado de fora. E aí ela verifica que as suas capacidades habituais - ver, ouvir, pensar, sentir etc. - continuam a funcionar normalmente, só que agora independentes do seu envolucro exterior. Flutuando no ar, acima dos outros que se encontram no quarto, a pessoa instintivamente tenta comunicar-se, dizer algo ou tocar alguém. Mas, para seu horror, percebe que está isolada dos outros: ninguém a ouve, nem sente o seu toque. Além disso, ela fica admirada ao sentir uma sensação inacreditável de alívio, serenidade e até mesmo alegria. Não há mais aquela parte do "eu" que sofria, exigia algo e queixava-se sempre de tudo. Sentindo tal alivio, a alma do morto normalmente não quer voltar ao seu corpo.
Na maioria dos casos documentados da morte temporária, a alma, após observar por alguns momentos o que se passa ao redor, volta ao seu corpo físico, e nesse momento, o conhecimento do outro mundo é interrompido. Mas, às vezes, a alma dirige-se adiante para o mundo espiritual. Alguns descrevem essa sensação como movimento num túnel escuro. Após isso, as almas de algumas pessoas vão para um mundo de grande beleza, onde, às vezes elas encontram parentes, que morreram anteriormente. Outras, vão parar numa região de luz e encontram-se com um ser de luz, do qual emanam grande amor e compreensão. Alguns afirmam que é o nosso Jesus Cristo, outros que é um anjo. Mas, todos concordam que é alguém repleto de bondade e compaixão. Alguns ainda, vão parar em lugares tenebrosos e, voltando, descrevem terem visto seres cruéis e repugnantes. Ás vezes, o encontro com o misterioso ser luminoso é acompanhado de uma "revisão" da vida, quando a pessoa começa a lembrar do seu passado e faz uma avaliação moral dos seus atos. Após isto, alguns vêem algo semelhante a uma cerca ou fronteira. Eles sentem que, uma vez ultrapassada esta fronteira, não poderão voltar ao mundo físico.

Nem todos os que sobreviveram à morte temporária passaram por todas essas fases. Uma porcentagem significativa de pessoas que voltaram à vida, não se lembram de nada que aconteceu com eles "lá." As etapas citadas são colocadas em ordem de sua freqüência relativa, começando com as que ocorrem mais freqüentemente e terminando com as que são mais raras. Segundo os dados do Dr. Ring, aproximadamente um de cada sete que lembram-se da existência fora do corpo, viu a luz e conversou com o ser de luz.

Graças ao progresso da medicina, a reanimação dos mortos passou a ser um procedimento quase padrão em muitos hospitais atuais. Antigamente, isso quase não existia. Por isso, existe uma certa diferença entre os relatos da vida pós - morte na literatura antiga, mais tradicional, e na moderna. Os livros religiosos mais antigos, relatando sobre a aparição da alma dos mortos, contam sobre visões no paraíso ou no inferno e sobre encontros com anjos ou demônios. Esses relatos podem se chamar de descrições do "cosmo distante," já que retrata o mundo espiritual distante de nós. Os relatos modernos, anotados pelos médicos - reanimadores, ao contrário, descrevem principalmente quadros do "cosmo próximo" - as primeiras impressões da alma que acaba de deixar o corpo. Esses relatos são interessantes pois complementam a primeira categoria de relatos (dos tempos mais antigos) e nos dão a possibilidade de entender com mais clareza aquilo que espera cada um de nós Entre estas duas categorias, está a descrição de K. Ixcul, publicada pelo Arcebispo Nikon em 1916 nas "Páginas da trindade" sob o título "Inacreditável para muitos, mas aconteceu" que abrange os dois mundos - o "distante," e o" próximo." Em 1959, o "Mosteiro da Santíssima Trindade" reeditou esta história numa brochura separada.Vamos apresenta-la aqui de uma forma abreviada. Este relato envolve elementos da literatura antiga e contemporânea sobre o mundo após morte.

K. Ixcul era um típico jovem intelectual da Rússia antes da revolução. Ele foi batizado quando criança e cresceu no meio ortodoxo, mas com era comum entre os intelectuais, era indiferente à religião. Às vezes entrava numa igreja, comemorava as festas de Natal e Páscoa, até comungava uma vez por ano, mas considerava muitos ensinamentos da religião ortodoxa como sendo superstições arcaicas, inclusive o ensinamento sobre a vida após a morte. Ele tinha certeza que com a morte terminava a existência do homem..

Certa vez, ele teve pneumonia. A doença se tornou séria e demorada, e enfim ele foi internado no hospital. Ele não pensava sobre a morte que se aproximava e esperava ficar bom logo e recomeçar as suas atividades habituais. Certa manhã, ele de repente, sentiu-se muito bem. A tosse passou, a febre baixou. Ele pensou, que enfim, estava curado. Mas, para seu espanto, os médico ficaram preocupados e trouxeram oxigênio. E depois - calafrios e completa apatia por tudo que estava em sua volta. Ele conta:
"Toda a minha atenção concentrou-se em mim mesmo... é como se ocorresse bipartição... apareceu o homem interior - o mais importante, que tinha total indiferença ao corpo exterior e ao que ocorria com ele... Era espantoso ver e ouvir e ao mesmo tempo sentir desinteresse em relação a tudo. O médico faz uma pergunta, eu ouço, entendo, mas não respondo - não tenho porque falar com ele... E de repente, fui puxado para baixo, para a terra, por uma força enorme. Eu me agitei. "Agonia" - disse o médico. Eu entendia tudo, não sentia medo.

Lembrei-me ter lido que a morte é dolorosa, mas não sentia dor. No entanto, sentia um pesar. Eu era puxado para baixo... Eu sentia que algo deveria desprender-se... Fiz um esforço para me libertar e de repente, senti-me leve. Eu senti paz. Lembro-me claramente do restante. Eu estou em pé no meio do quarto. A minha direita, formando semi - circulo em torno da cama, estão os médicos e as enfermeiras. Eu estava surpreso - o que eles estão fazendo lá, já que eu não estou lá, estou aqui. Aproximei-me para olhar. Deitado sobre a cama, estava eu. Ao ver o meu "dublê," não me assustei, mas fiquei surpreso - como é possível? Eu quis tocar a mim mesmo - minha mão atravessou, como se tivesse atravessado o vazio. Não consegui também tocar os outros. Não sentia o chão... Eu chamei o médico, mas ele não reagiu. Eu entendi que estava completamente só, e entrei em pânico.

Olhando o meu corpo físico, pensei: "Será que eu morri?" Mas, isto era difícil de admitir. Eu me sentia mais vivo que antes, sentia tudo e entendia. Após um certo tempo, os médicos saíram do quarto, os dois enfermeiros começaram a discutir as peripécias da minha enfermidade e da morte, e a auxiliar, virando-se para o ícone, fez o sinal da Cruz e em voz alta desejou-me o habitual: "Que ele tenha o Reino dos Céus, e paz eterna." E mal ela pronunciou estas palavras, apareceram dois anjos. Um deles, eu imediatamente o reconheci, era o meu Anjo da Guarda, o outro eu desconhecia. Os dois anjos, pegando-me sob os braços, levaram-me para a rua, direto através da parede do hospital. Já escurecia e nevava. Eu via isso, mas não sentia nem o frio e nem mudança de temperatura. Nós começamos a subir rapidamente." Mais adiante continuaremos o relato do Ixcul.
Graças às novas pesquisas na área da reanimação e coletando diversos relatos dos sobreviventes à morte clínica, há possibilidade de formar um quadro detalhado, sobre o que a alma vivencia logo após a separação do corpo. Claro, que cada caso tem suas características individuais, que os outros não tem, E isto é natural, porque quando a alma vai parar no "além" é como se ela fosse um bebe recém - nascido com a visão e audição ainda não desenvolvidos. Por isso, as primeiras impressões das pessoas, que "emergiram" no "outro mundo," tem caráter subjetivo. No entanto, no seu conjunto, elas ajudam a formar um quadro bastante completo, ainda que não totalmente compreensível para nós.

Vamos, a seguir, relatar os momentos mais característicos das experiências do "outro mundo" cuja fonte são os livros modernos sobre vida após a morte.
1. Visão do "dublê." Tendo morrido, o homem não se dá conta disso, imediatamente. E só depois de ver o seu "dublê," deitado embaixo inerte, e se convencer que ele é incapaz de comunicar-se, ele percebe que a sua alma saiu do corpo. Às vezes, acontece que, após um desastre inesperado, quando a separação com o corpo físico ocorre brusca e inesperadamente, a alma não reconhece o seu corpo e pensa que está vendo alguém parecido com ele. A visão do "dublê," e a incapacidade de comunicar-se provoca um grande choque na alma, de modo que ela não tem certeza se isto é sonho ou realidade.

2. Consciência não rompida. Todos, sobreviventes à morte temporária, testemunham que conservaram totalmente o seu "eu" e todas as suas capacidades mentais, sensoriais e de vontade. Mais que isso, a visão e a audição tornam-se até mais aguçadas, o raciocínio fica mais claro e torna-se mais enérgico e a memória torna-se lúcida. Pessoas que faz tempo perderam alguma capacidade em conseqüência de alguma doença ou da idade, de repente sentem que a recuperam. O homem percebe que pode ver, ouvir, pensar etc., não tendo órgãos físicos. É fantástico, por exemplo, que um cego de nascença tendo saído do corpo, viu tudo o que era feito com o seu corpo pelos médicos e enfermeiros e mais tarde, após relatar todo o ocorrido, ele voltou a ser cego. Os médicos e psiquiatras, que associam as funções de pensar e de sentir aos processos químico - elétricos no cérebro, devem levar em conta esses dados modernos, compilados por médicos - reanimadores para entender corretamente a natureza humana.

3. Alívio. Normalmente, a morte é precedida pela doença e sofrimento.Ao sair do corpo a alma se alegra, pois nada mais dói, nada oprime, nada sufoca, a mente funciona claramente, os sentimentos apaziguados. O homem começa a identificar-se com a alma, e o corpo parece ser algo secundário e inútil, como tudo material. "Eu saio, e o corpo é um invólucro vazio" - explica um homem, que sobreviveu à morte temporária. Ele assistiu à sua cirurgia cardíaca como se fosse um "espectador." As tentativas de reanimar o seu corpo, absolutamente não o interessavam. Aparentemente, ele tinha se despedido mentalmente da vida terrena e estava pronto para iniciar uma nova vida. Entretanto, permanecia com ele o amor pela família e preocupação com os filhos que deixava. Deve-se notar, que mudanças radicais no caráter do indivíduo não ocorrem. O indivíduo permanece o mesmo que era. "A suposição que, abandonando o corpo, a alma imediatamente passa a conhecer e entender tudo, é falsa. Eu vim para esse novo mundo do mesmo jeito como saí do velho," - conta K. Ixcul.

4. O Túnel e a Luz. Após a visão do seu próprio corpo físico e do ambiente que o rodeia, algumas almas continuam no outro mundo espiritual. Enquanto outras, não passam pela primeira fase ou não reparam nela e vão direto para o segundo estágio. A passagem para o mundo espiritual, alguns descrevem como sendo uma viagem através do espaço escuro, lembrando um túnel, no final do qual eles vão parar numa região de luz não terrena. Existe um quadro do século XV de Jerônimo Bosh "Ascensão ao Empírico" que representa algo semelhante à passagem da alma pelo túnel. Isso significa que mesmo naquele tempo alguém já tinha acesso a esse conhecimento.

Eis, a seguir, dois relatos contemporâneos a respeito do assunto: "Eu ouvia, quando os médicos anunciaram a minha morte, mas nesse momento, era como se eu estivesse nadando em um espaço escuro. Não há palavras para descrever a sensação. Era completamente escuro ao redor, e só longe, muito longe, via-se luz. Era uma luz muito brilhante, mesmo que parecesse pequena inicialmente. À medida que eu me aproximava, a luz aumentava. Eu me deslocava velozmente em direção à luz e sentia que dela emanava o bem. Sendo cristão, lembrei-me das palavras de Cristo: "Eu sou a luz do mundo" e pensei: "Se isto é a morte, sei quem está esperando por mim" [1, pág.62].

"Eu sabia que estava morrendo" - conta uma outra pessoa, - e nada podia fazer, para comunicar isto, já que ninguém me ouvia... Eu estava fora do meu corpo - isto com certeza, porque eu via o meu corpo lá na mesa de operação. Minha alma tinha saído do corpo. Por isso, sentia-me perdido, mas depois vi essa luz diferente. Inicialmente, era pouca luz, mas depois tornou-se mais brilhante. Eu sentia o calor da luz. A luz cobria tudo, mas não me atrapalhava a visão da sala de cirurgia, médicos, enfermeiras, etc... Inicialmente, eu não entendi o que estava acontecendo, mas depois a voz da luz perguntou-me, se eu estava pronto para morrer. A luz falava, tal qual um homem, mas não havia ninguém. Era a Luz que perguntava... Agora eu entendo, que a Luz sabia que eu não estava pronto para morrer, mas queria me testar. A partir do momento que a Luz começou a conversar, eu fiquei bem, eu sentia que estava seguro e que a Luz me amava. O amor, que emanava da Luz, era inimaginável, indescritível" [1, pág.63].

Todos os que viram a Luz e depois tentaram descreve-la, não conseguiram achar as palavras adequadas. A Luz era diferente da luz que conhecemos por aqui. "Aquilo não era uma luz, mas sim uma ausência da escuridão, total e absoluta. Essa Luz não criava sombras, não era visível, mas estava em todo lugar e a alma permanecia na Luz" [5, pág.66]. A maioria testemunha sobre a Luz, como sendo um ser moralmente bondoso, e não como uma energia impessoal. As pessoas religiosas tomam essa Luz por Anjo, ou até mesmo por Jesus Cristo - em todo caso, por alguém que leva paz e amor. No encontro com a Luz, eles não conversavam em nenhum idioma. A Luz se comunicava com eles mentalmente. E aí, tudo estava tão claro, que era absolutamente impossível esconder algo da Luz.

5. Revisão e julgamento. Alguns, que sobreviveram à morte temporária, descrevem a etapa de revisão da vida que tiveram. Às vezes, a revisão ocorria durante a etapa da visão da Luz, quando o homem ouvia da Luz a pergunta: "O que você fez de bom?" A pessoa entendia que a pergunta não era feita para saber algo, mas para que a pessoa pudesse recordar a sua vida. E assim, após a pergunta, o filme da vida terrena da pessoa passa perante a sua visão espiritual, começando na tenra infância. O filme da vida se move como uma seqüência de quadros de episódios da vida, um após o outro, e a pessoa vê claramente e com detalhes tudo o que aconteceu com ela. Nesse momento, a pessoa revive e moralmente reavalia tudo aquilo que ela falou e fez.
Eis um dos casos típicos, que ilustra o processo da revisão: "Quando a Luz chegou, perguntou-me: - "O que você fez em sua vida? O que pode me mostrar?" ou algo semelhante a isso. E então, começaram a aparecer esses quadros. Eram quadros muito nítidos, coloridos, tridimensionais e em movimento. Toda a minha vida passou por mim... Eis eu, ainda uma menina pequena, brincando com a irmã perto do riacho... Depois, os acontecimentos da minha casa... escola... casamento... Tudo seguia na minha frente com mínimos detalhes. Eu revivia esses acontecimentos... Eu via os fatos quando fui cruel e egoísta. Senti vergonha de mim mesma e desejava que isto nunca tivesse acontecido. Mas, era impossível mudar o passado..." [1, pág. s65-68]

Reunindo muitos relatos de pessoas que passaram pela revisão da vida, deve-se concluir que ela sempre deixa nelas uma impressão profunda e benéfica. Realmente, durante a revisão, a pessoa é forçada a reavaliar seus atos, fazer o balanço do seu passado e assim é como se fizesse um julgamento sobre si mesmo. Na vida diária, as pessoas escondem o lado negativo do seu caráter e escondem-se atrás da máscara de virtude, para parecer melhores do que realmente são. A maioria das pessoas estão tão acostumadas com a hipocrisia, que param de ver o seu verdadeiro eu - freqüentemente orgulhoso, ambicioso e avarento. Mas, no momento da morte, essa máscara cai e a pessoa se vê tal qual realmente é. Principalmente, no momento da revisão, torna-se visível cada um de seus atos ocultos, até em cores e tridimensional, - ouve-se cada palavra dita, acontecimentos esquecidos são revividos de forma diferente. Nesse momento, tudo conseguido durante a vida - situação sócio-econômica, diplomas, títulos, etc... - perde seu sentido. A única coisa que serve para avaliação é o lado moral dos atos. E, nessa hora, a pessoa se julga não apenas pelo o que ela fez, mas também, como seus atos e palavras influenciaram outras pessoas.
Eis como uma outra pessoa descreveu a revisão da sua vida: "Eu senti-me fora do meu corpo, flutuando sobre um edifício, e vi o meu corpo deitado lá embaixo. Depois, uma luz me envolveu e nela eu vi como se fosse um filme, toda a minha vida. Senti-me muito envergonhado, porque muito do que eu antes considerava normal e aprovava, agora entendi que não era bom. Tudo era extremamente real. Eu sentia que um julgamento ocorria comigo e que uma razão superior me comandava e me ajudava a ver. O que mais me impressionou foi que me foi mostrado não apenas o que fiz mas como meus atos influenciaram outros... Aí eu entendi, que nada se apaga e nem passa em branco, mas que tudo, até cada pensamento tem conseqüências." [2, pág.s34-35]

Os próximos dois trechos de relato de pessoas que sobreviveram à morte temporária, ilustram como a revisão os ensinou a encarar a vida de uma nova forma..."Eu nunca contei a ninguém o que eu passei no momento da minha morte, mas, quando voltei à vida, senti-me dominado por um desejo enorme e ardente de fazer algo de bom para os outros. Eu sentia vergonha de mim mesmo..". "Quando voltei, resolvi que era necessário que eu mudasse. Sentia arrependimento, e a minha vida passada não me satisfazia em absoluto. Resolvi iniciar um outro modo de vida, completamente diferente." [2, pág.s25-26]

Agora imaginemos um bandido, que durante a sua vida causou muito sofrimento a outros - enganador, mentiroso, denunciador, ladrão, assassino, estuprador e sadista. Ele morre, e vê todas as maldades que praticava em todos os seus horrendos detalhes. E aí a sua consciência, há muito adormecida, inesperadamente até para ele mesmo, acorda sob a ação da Luz e ele sente remorsos terríveis dos males praticados. Que tortura insuportável, que desespero deve dominá-lo quando ele nada mais pode fazer, nem para corrigir, nem sequer esquecer. Isto vai se tornar para ele o início de tormentos insuportáveis, dos quais não haverá para onde fugir. A consciência do mal praticado, o dano que causou à sua alma e da alma de outros, vai se tornar para ele um "verme imorredouro" e um "fogo inapagável."

6. Um Novo Mundo. Algumas diferenças nas descrições das experiências da vida após a morte, se explicam pelo fato que aquele mundo é totalmente diferente do nosso, no qual nascemos e no qual se formaram todas as nossas noções. No outro mundo, o espaço, o tempo e objetos tem um conteúdo totalmente diverso ao qual os nossos órgãos dos sentidos estão acostumados. A alma, que vai para o mundo espiritual pela primeira vez, experimenta algo semelhante ao que pode experimentar, por exemplo, um verme subterrâneo quando sobe pela primeira vez à superfície da terra. Ele vê pela primeira vez a luz solar, sente o seu calor, vê a bela paisagem, ouve o canto dos pássaros, sente o perfume das flores (supondo que um verme tem os órgãos dos sentidos). Tudo isto é tão novo e belo, que ele não encontra palavras, nem exemplos para contar sobre isto aos habitantes do mundo subterrâneo.

Da mesma forma, as pessoas, que durante a sua morte encontram-se no outro mundo, vêem e sentem muitas coisas que são incapazes de relatar. Assim, por exemplo, as pessoas perdem a noção da distância, tão comum para nós. Alguns afirmam que eles puderam, sem dificuldade, somente com a ação do pensamento transportar-se de um lugar para outro, independente da distância. Assim, por exemplo, um soldado, ferido gravemente no Vietnã, durante a cirurgia, saiu do seu corpo e observou as tentativas dos médicos para revivê-lo. "Eu estava lá, mas o médico, é como se estivesse e ao mesmo tempo não estivesse lá. Eu o toquei, e foi como se simplesmente o atravessasse... Depois, de repente, eu estava no campo de batalha, onde fui ferido e vi enfermeiros, recolhendo os feridos. Eu quis ajuda-los, mas, de repente fui parar na sala de cirurgia novamente... Era como se, num piscar de olhos, bastando desejar, eu me materializasse aqui ou lá..." [5, pág. 33-34]

Há outros relatos semelhantes de deslocamentos inesperados. Ocorre "um processo puramente mental e agradável. Basta desejar - e lá estou eu." "Eu tenho um grande problema. Estou tentando transmitir algo que sou obrigado a descrever em três dimensões... Mas, o que ocorria realmente não era em três dimensões." [1, pág.26]
Se perguntar a alguém que experimentou a morte clínica, quanto tempo durou este estado, normalmente ele não é capaz de responder. As pessoas perdem completamente a noção do tempo. "Poderia ter sido alguns minutos, ou alguns milhares de anos, não há nenhuma diferença." [2, pág.101; 5, pág.15]
Outros, que sobreviveram à morte temporária, aparentemente foram parar em mundos mais distantes do nosso mundo físico. Eles viram a natureza do "outro lado" e descreveram - na em termos de morros, plantas verdes de um verde que não existe na Terra, campos inundados por uma luz dourada maravilhosa. Há descrição de flores, árvores, pássaros, animais, canto, música, campos e jardins de uma beleza incrível, cidades... Mas eles não encontravam as palavras certas para transmitir suas impressões.

7. O aspecto da alma. Quando a alma abandona o seu corpo, ela não reconhece de imediato. Assim, por exemplo, desaparecem marcas da idade; as crianças se vêem adultos, os velhos - moços [3, pág.75-76]. As partes do corpo, por exemplo, mãos ou pernas perdidas por algum motivo, aparecem novamente. Os cegos voltam a enxergar.
Um operário caiu do alto sobre os cabos de alta tensão. Como conseqüência de queimaduras, perdeu as duas pernas e parte da mão. Durante o tempo de cirurgia ele experimentou o estado da morte temporária. Tendo saído do corpo, ele nem reconheceu o seu próprio corpo físico, tão danificado este se encontrava. No entanto, ele reparou em algo que o surpreendeu ainda mais: seu corpo espiritual estava completamente sadio.[3, pág.86]
Na península de Long Island no estado de Nova York, vivia uma velhinha de 70 anos, que tinha perdido a visão desde os 18 anos. Ela sofreu um ataque cardíaco, e tendo parado no hospital, passou pela experiência da morte temporária. Tendo sido reanimada algum tempo depois, ela contou o que viu durante a reanimação. Ela descreveu detalhadamente diversos aparelhos usados pelo médicos. O mais fantástico era que, somente agora, no hospital ela tinha visto esses aparelhos pela primeira vez na vida, já que na sua juventude, antes da cegueira, eles sequer existiam. Ela ainda contou ao médico que o tinha visto numa roupa azul. Claro que, tendo voltado à vida, voltou a ser cega, como era antes.[3, pág.171]

8. Encontros. Alguns relatam encontros com parentes ou conhecidos já falecidos. Esses encontros às vezes aconteciam em condições terrenas, e às vezes em ambientes do outro mundo. Assim, por exemplo, uma mulher que passou pela morte temporária, ouviu os médicos dizendo para seus parentes, que ela estava morrendo. Tendo saído do corpo, viu os seus parentes e amigos falecidos. Ela os reconheceu e eles estavam alegres por reencontrá-la. Outra mulher viu seus parentes que a cumprimentavam e apertavam suas mãos. Eles estavam vestidos de branco, estavam contentes e pareciam felizes.....".e de repente, virando de costas para mim, começaram a afastar-se. A minha avó, virando-se por sobre o ombro, me disse: "Nós te veremos mais tarde, não desta vez." Ela tinha morrido aos 96 anos, mas lá parecia ter 40-45 anos, sadia e feliz." [1, pág.55]

Um homem conta que, enquanto ele estava morrendo de ataque cardíaco em um canto do hospital, sua irmã estava à morte, de coma diabético, no outro canto do hospital. "Quando saí do corpo, - conta ele- de repente encontrei a minha irmã. Fiquei muito contente, porque gosto muito dela. Conversando com ela, quis segui-la, mas ela, virando-se para mim, mandou eu permanecer aonde eu me encontrava, explicando que a minha hora ainda não tinha chegado. Quando voltei, contei ao meu médico que tinha encontrado a minha recém - falecida irmã. O médico não acreditou. No entanto, atendendo ao meu pedido insistente, ele mandou a enfermeira averiguar e soube que a minha irmã tinha falecido recentemente, tal qual eu contei." [3, pág.173]

A alma, chegando ao outro mundo, caso encontre alguém, serão pessoas que eram próximas a ela. Algo familiar atrai as almas. Por exemplo, um pai idoso encontrou no outro mundo seus seis filhos já falecidos. "Eles lá não tem idade" - conta ele. Aí deve-se esclarecer que as almas das pessoas falecidas não ficam perambulando por onde querem, de acordo com a sua vontade. A Igreja Ortodoxa ensina que, após a morte do corpo físico, Deus determina para cada alma o lugar apropriado para sua permanência temporária - paraíso ou inferno. Por isso, encontros com parentes mortos devem ser encarados não como regra, mas como exceção, permitida por Deus por serem úteis para pessoas que ainda devem viver na Terra. É possível que nem sejam encontros, e sim visões. Deve-se admitir que aí há muitas coisas que vão além de nosso entendimento.

Basicamente, os relatos das pessoas que foram parar "do outro lado" dizem a mesma coisa, mas os detalhes variam. Às vezes, eles vêem o que esperavam ver. Os cristãos vêem anjos, a Virgem Maria, Jesus Cristo, os Santos. Os não religiosos vêem templos, figuras de branco ou jovens, e às vezes, não vêem nada, mas sentem a "presença."

9. A Linguagem da Alma. No mundo espiritual, as conversas ocorrem por meio apenas do pensamento e não por meio de alguma linguagem. Por isso, quando voltam, as pessoas tem dificuldade em relatar as palavras exatas da conversa com a Luz, Anjo ou alguém que elas encontraram [1, pág.60]. Conseqüentemente, se no outro mundo todos os pensamentos são ouvidos, devemos aprender aqui, no mundo em que vivemos, a sempre termos bons pensamentos, para não nos envergonharmos do que pensamos involuntariamente.

10. O Limiar. Alguns, estando no outro mundo, contam de algo que parece ser uma divisa ou fronteira. Alguns a descrevem como sendo uma cerca ou grade na extremidade de um campo, outros como beira de um lago ou de um mar, outros ainda como um portão, rio ou nuvem. A diferença na descrição decorre de novo da recepção subjetiva de cada um. Por isso, não há como definir com exatidão a aparência dessa fronteira. O importante, no entanto, é que todos a compreendam exatamente como uma fronteira, atravessando a qual, não há mais retorno ao mundo anterior. Depois dela, começa a viagem para a eternidade. [1, pág.73-77; 5, pág.51]

11. O Retorno. Às vezes, é dado ao recém - falecido a possibilidade de escolha - ficar "lá" ou retornar à vida na Terra. A voz da Luz pode perguntar, por exemplo: "Você está pronto?" Assim, o soldado ferido seriamente no campo de batalha, viu seu corpo aleijado e ouviu a voz. Ele pensava que quem conversava com ele era Jesus Cristo. Foi lhe dado a possibilidade de voltar ao mundo terrestre, onde ficaria aleijado ou ficar no "além." O soldado preferiu voltar.

Muitos são atraídos de volta pelo desejo de concluir a sua missão terrena. Tendo voltado, eles afirmavam que Deus permitiu a eles retornar e viver porque a missão da vida deles não estava concluída. Eles ainda manifestavam a certeza de que a volta deles foi resultado de sua própria escolha. Esta escolha foi satisfeita porque ela era fruto do senso de dever e não por motivos egoístas. Assim, por exemplo, alguns deles eram mães querendo voltar para seus filhos pequenos. Mas, também havia aqueles que foram mandados de volta, contrariando o desejo deles de permanecer lá. A alma deles já foi preenchida com sentimento de alegria, amor, paz, ela estava bem ali, mas a sua hora ainda não chegou, ela ouve uma voz, ordenando-lhe que volte. As tentativas de reação para não voltar ao corpo não adiantaram. Alguma força puxava-os de volta.

Eis, a seguir, um caso contado por uma paciente do Dr. Moody: "Eu tive um ataque cardíaco, e estava num espaço escuro. Eu sabia que deixei meu corpo e estava morrendo... Eu pedi a Deus para me ajudar e logo escapei da escuridão e vi uma neblina cinzenta pela frente, e depois vi pessoas. Suas figuras eram semelhantes às da Terra e eu vi algo semelhante a uma casa. Tudo estava iluminado por uma luz dourada, muito suave, não tão áspera como na Terra. Eu sentia uma alegria não terrena e queria passar pela neblina, mas aí apareceu o meu tio Carl, que havia morrido há muito tempo. Ele atravessou-se no meu caminho e me disse: "Volte. A sua tarefa na Terra ainda não está terminada. Volte imediatamente." Assim, contra a sua vontade, ela voltou ao corpo. Ela tinha um filho pequeno que não sobreviveria sem ela.

A volta ao corpo às vezes ocorre instantaneamente, às vezes coincide com a utilização de choque elétrico ou outras técnicas de reanimação. Todas as sensações desaparecem e a pessoa sente que está de novo na cama. Alguns sentem a entrada no corpo como se fosse um empurrão. Inicialmente, sentem-se desconfortáveis e com frio. Às vezes, após a volta ao corpo, ocorre uma breve perda de consciência. Os médicos reanimadores e outros observadores notam que, no momento da volta à vida, a pessoa geralmente espirra.

12.Uma Nova Atitude em Relação à Vida. Pessoas que estiveram lá apresentam grandes mudanças. Segundo afirmativa de muitos deles, ao voltar, procuram viver melhor. Muitos deles passaram a crer em Deus com mais convicção, mudaram seu modo de vida, tornaram-se mais sérios e mais profundos. Alguns até mudaram de profissão, indo trabalhar em hospitais e asilos de velhos, para ajudar os que necessitam. Todos os relatos de pessoas que passaram por morte temporária, falam de fenômenos totalmente novos para a ciência, mas não para o Cristianismo. Mais tarde, analisaremos os casos atuais de visões do outro mundo, sob a ótica do ensino Ortodoxo.

Pode a consciência humana ter continuidade após o cérebro ter parado de funcionar?

"E formou, o Eterno D'us o homem, do pó da terra, e soprou em suas narinas o alento da vida; e foi o homem, alma viva." (Bereshit 2:7)

"E retornarás ao pó da terra como era antes; e o espírito retorna a D'us que o deu." (Cohelet 12:7)


Em 29 de junho de 2001, a agência de notícias Reuters noticiou que um cientista britânico estudando pacientes que sofreram ataques do coração afirma que está encontrando provas que sugerem que a consciência pode continuar depois que o cérebro parou de funcionar, e o paciente está clinicamente morto.


Cientista afirma que a mente continua após a morte do cérebro
Um cientista britânico estudando pacientes que sofreram enfarte afirma que está encontrando evidência de que a consciência pode continuar após o cérebro ter parado de funcionar, e o paciente ter sido declarado clinicamente morto.
A pesquisa, apresentada a cientistas na última semana no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) faz ressurgir o debate sobre se há vida após a morte e se existe aquilo que chamamos de alma humana.
"Os estudos são muito importantes, pois temos um grupo de pessoas sem função cerebral... que tem processos de pensamento lúcidos e bem estruturados, com raciocínio e formação da memória mesmo quando se demonstrou que seu cérebro não funciona," declarou Sam Parnia, um dos dois médicos do Hospital Geral de Southampton, na Inglaterra, que têm estudado as assim chamadas experiências na proximidade da morte (NDE).
"Precisamos de estudos em maior escala, mas a possibilidade certamente está lá" para sugerir que a consciência, ou a alma, continua a pensar e raciocinar mesmo se o coração da pessoa parou, não está respirando e sua atividade cerebral é nula, disse Parnia.
Ele disse ter conduzido, juntamente com colegas seus, um estudo inicial com um ano de duração, cujos resultados apareceram na edição de fevereiro do jornal Resuscitation. O estudo foi tão promissor que os médicos formaram uma fundação para avançar mais a pesquisa e continuar a coleta de dados.
Durante o estudo inicial, disse Parnia, 63 pacientes enfartados foram considerados clinicamente mortos, mas posteriormente revividos, foram entrevistados dentro de uma semana após suas experiências.
Destes, 56 disseram não se recordar do tempo em que ficaram inconscientes, e sete relataram ter lembranças. Destes, quatro foram classificados NDE por terem reportado lembranças lúcidas de pensamento, raciocínio, movimentos e comunicação com outros após os médicos determinarem que seu cérebro não estava funcionando.
Sentimentos de paz
Entre outras coisas, os pacientes contaram lembrar-se de sentimentos de paz, alegria e harmonia. Para alguns, o tempo passou mais depressa, os sentidos se aguçaram e eles perderam consciência de seu corpo.
Os pacientes também relataram ter visto uma luz brilhante, entrarem em uma outra dimensão e comunicarem-se com parentes falecidos. Outro, que chamou-se de católico afastado, relatou um encontro próximo com um ser místico.
Experiências de quase morte têm sido relatadas por séculos, mas no estudo de Parnia, descobriu-se que nenhum dos pacientes recebeu baixo nível de oxigênio, o que alguns céticos acreditam que possa contribuir para o fenômeno.
Quando o cérebro é privado de oxigênio, as pessoas tornam-se totalmente confusas, agitadas, e geralmente não têm quaisquer lembranças, disse Parnia. "Aqui há uma séria lesão cerebral, mas perfeita memória."
Os céticos sugeriram também que as lembranças dos pacientes ocorreram nos momentos em que estavam perdendo a consciência, ou voltando a ela. Mas Parnia disse que quando um cérebro é traumatizado por um ataque ou acidente de carro, geralmente o paciente não se lembra dos momentos imediatamente antes ou depois de perder a consciência.
Ao contrário, geralmente há um lapso de horas ou dias. "Fale com eles, e lhe dirão mais ou menos isso: 'Só consigo me lembrar do carro e a próxima coisa que sabia foi que estava no hospital,'" disse ele.
Com um ataque cardíaco, o dano ao cérebro é tão sério que pára o cérebro por completo. Portanto, seria de se esperar uma profunda perda de memória antes e depois do incidente," acrescentou ele.
Desde a experiência inicial, Parnia e seus colegas encontraram mais de 3500 pessoas com memórias lúcidas que aparentemente ocorreram durante o tempo em que foram consideradas clinicamente mortas. Muitos desses pacientes, disse ele, estavam relutantes em compartilhar suas experiências, temendo ser chamados de loucos.
O caso da criança
Um paciente tinha 2 anos e meio quando sofreu um ataque e seu coração parou. Seus pais contataram Parnia depois que o menino "desenhou-se como estando fora do corpo, olhando para si mesmo. No desenho, havia como que um balão ligado a ele. Quando perguntaram o que era o balão, ele disse: 'Quando você morre, vê uma luz brilhante e está ligado a um cordão.' Ele ainda não contava três anos quando passou pela experiência," disse Parnia.
"Os pais perceberam que, após receber alta do hospital, seis meses depois do acidente, ele continuava desenhando a mesma cena."
Acredita-se que a função cerebral que estes pacientes têm quando inconscientes seja incapaz de manter processos de raciocínio lúcidos, ou permitir que se formem lembranças duradouras, disse Parnia - enfatizando o fato de que ninguém entende totalmente como o cérebro cria os pensamentos.
O próprio cérebro é constituído de células, como todos os outros órgãos do corpo, e não é realmente capaz de produzir o fenômeno subjetivo de pensamento que as pessoas têm, disse ele.
Ele especulou que a consciência humana possa trabalhar independentemente do cérebro, usando a matéria cinzenta como um mecanismo para manifestar os pensamentos, assim como o aparelho de TV transforma ondas no ar em quadros e sons.
"Quando o cérebro é lesionado ou perde algumas características da mente ou personalidade, isso não significa necessariamente que a mente está sendo produzida pelo cérebro. Tudo que demonstra é que o aparato está danificado," disse Parnia, acrescentando que pesquisas mais profundas poderiam revelar a existência da alma.
"Quando estas pessoas estão tendo experiências dizem que: 'Tive esta dor intensa em meu peito e de repente estava flutuando no canto de meu quarto, e estava tão feliz, tão confortável. Olhei para baixo e percebi que estava vendo meu corpo, e os médicos todos à minha volta, tentando salvar-me, e eu não queria voltar.'
"O principal é que eles estão descrevendo ver esta coisa no quarto, que é seu corpo. Ninguém jamais diz: 'Eu tive esta dor e em seguida minha alma me abandonou.'"


A visão da Torá
Vejamos agora o que dizem nossos Sábios no Talmud, Midrash e no Zôhar, obras que foram escritas aproximadamente 1800 anos atrás.
A alma pairando sobre o corpo
Muitos relataram que sua alma pairava sobre, e ao redor do corpo.
"Durante três dias após o falecimento, a alma paira por cima do corpo, pensando que irá retornar a ele." (Talmud Yerushalmi Moed Catan 3:5, Yevamot 16:3)
"Durante os sete dias a alma vai e vem entre a casa e a sepultura." (Zôhar Vaychi 218b, 226a)
Um túnel escuro
Alguns relataram que quando deixaram o corpo passaram por uma caverna escura.
"Quando a alma parte deste mundo, ela sobe pela Caverna da Machpelá [local em Hebron onde os patriarcas estão enterrados], já que lá é o portal do paraíso." (Zôhar Vayechi 219 - 250)
A luz brilhante
Muitos relataram a presença de uma luz muito forte acompanhada de uma profunda sensação de amor atraente.
"Rabi Dossa diz: está escrito (Shemot 33:20) '...pois não poderá ver-Me o homem, e viver', na vida eles não enxergam, porém na morte sim." (Midrash Bamidbar Rabá Nasso)
"A alma tem uma grande dificuldade em se separar do corpo, e o ser humano não falece até que enxergue a Luz Divida, e em razão da ânsia por esta visão, a alma sai para receber a face da divindade." (Zôhar Kedoshim cap. 8)
Encontro com familiares
Muitos relataram que amigos e familiares já falecidos vieram alegremente ao seu encontro.
"Quando um justo falece... D'us fala para eles: 'Venham justos para recepciona-lo', e eles falam para o falecido: 'Venha com paz.'" (Talmud Ketuvot 104)
"Quando um ser humano falece ele recebe permissão de enxergar, e ele vê seus colegas e parentes do Mundo Acima e os reconhece; eles estão com a mesma aparência que estavam neste mundo. E se tiver o mérito, todos se mostram felizes perante ele... e o acompanham." (Zôhar Vaychi 218b)
O Talmud (Berachot 28) relata que quando Rabi Yochanan estava falecendo disse: "Preparem uma cadeira para Chizkiyahu, rei de Yehudá, que veio me acompanhar".
Imagens nítidas da vida
Muitos relataram que os acontecimentos de sua vida, desde o dia que nasceram até o momento, passaram na sua frente, como se fosse um vídeo em tela grande.
"Quando o homem falece, todos seus atos são detalhados perante ele, e lhe falam: 'Assim fizeste no dia tal, e certamente você poderá conferir.' Ele responde: 'Certamente.'" (Sifri Haazinu)
"Reconheça o que existe acima de você: um Olho que vê, um Ouvido que escuta, e todos seus atos estão registrados em um Livro." (Ética dos Pais, 2:1)
Vista panorâmica
Muitos que voltam a viver, viram e escutaram tudo ao seu redor, inclusive os mínimos detalhes do processo de sua reanimação com precisão surpreendente.
"Tudo que é dito perante o defunto, ele sabe, até tamparem a cova." (Talmud Shabat 152b)
"Disse Rav para Rabi Shemuel bar Shilat: 'Capriche no meu elogio fúnebre, já que estarei presente lá ouvindo suas palavras." (Talmud Shabat 153a)
Conclusão: acreditamos na vida após a vida?
Não há nada após a vida, porque a vida jamais termina. Apenas vai mais e mais alto. A alma é liberada do corpo e retorna para mais perto da sua fonte, como jamais anteriormente.
A Torá assim presume várias vezes em sua linguagem - descrevendo a morte de Avraham, por exemplo, como "indo para descansar com seus pais" e frases similares. O Talmud discute as experiências de muitas pessoas que fizeram esta viagem e voltaram. Obras clássicas do judaísmo como Maavor Yaboc descrevem o processo de entrar no mundo superior da vida como um reflexo das experiências da alma dentro do corpo: se a alma ficou presa a prazeres materiais, passa pela dor de ser arrancada deles, para que possa vivenciar o prazer infinitamente mais elevado de aquecer-se na luz Divina. Se estiver impura e ferida por atos que a separaram de seu "eu" verdadeiro enquanto estava aqui embaixo, então deve ser purificada e curada.
Por outro lado, as boas ações e a sabedoria que adquiriu em sua missão na terra servem como proteção para sua jornada rumo ao alto. Você deseja uma roupa espacial realmente boa para fazer esta viagem.
O Zôhar nos diz que, se não fosse pela intercessão das almas puras lá em cima, nosso mundo não duraria nem por um momento. Cada uma de nossas vidas sofre o impacto forte da obra de nossos ancestrais no outro mundo. A vovó, portanto, continua tomando conta de você.
Por que as almas de nossos antepassados, que estão confortavelmente banhando-se na luz Divina lá em cima, deveriam se preocupar sobre o que está acontecendo com a nossa vida tão inferior e mundana aqui embaixo?
A resposta é simples. É que estando lá em cima, estas almas passaram a conhecer o que lhes foi revelado (tão fácil de ignorar enquanto estamos vivendo aqui em baixo). Na verdade, passam a entender que o mundo no qual vivemos é na realidade o centro do grande palco da vida e de todo o propósito da Criação; a razão de D'us ter criado tudo que existe.
O mundo real, onde ocorreu o início e onde ocorrerá o final, a história conclusiva, enfim, tudo será revelado aqui, quando atingirmos a época da ressureição de corpos, onde todas as almas retornarão aos seus corpos físicos neste mundo. E eles sabem disto e aguardam ansiosos.
A vida após a vida, será entendida na verdade como a continuidade da própria vida que por si só, representa o plano que D'us nos reservou... desde o principio. 


fonte: 
http://www.chabad.org.br/

Por que as pessoas mais sensíveis são as que mais sofrem? Não deveria ser assim?


E assim os anos foram passando, e um dia cansado de peregrinar, entrou numa caverna escura e passou a meditar, meditar, meditar…. Nisto passou-se um ano dentro da caverna. Mas enfim, despertou da meditação e concluiu que aquilo não o levaria à iluminação.
Daí, o verdadeiro sentido da Iluminação de Deus, o encontro final com a Verdade, para enfim encontrarmos as respostas que ansiamos.
Iluminação não é a busca e o encontro de nós como homens transformados em semi-deuses, todo poderoso, imortal, mágico e onisciente.
Não, iluminação é o encontro humilde e simples do Deus que mora dentro e não fora, que nos traz as respostas para nossas vidas e nos traz simplesmente a Verdade. A Verdade que nos traz a definitiva resposta de estarmos vivos e porque estamos vivos? Descobrindo a vida, descobrimos porque sofremos.
Sidharta Gautama, cansado de tanta meditação, sujo e com fome, saiu da caverna e foi se banhar no rio. Após o que foi bondosamente recebido pelos moradores locais que lhe serviram uma fausta refeição. Já na época era conhecido como o Príncipe Mendigo que buscava a Verdade da Vida.
Satisfeito, afastou-se de todos e foi meditar recostado em uma árvore que existe viva até hoje. Foi quando obteve a sua Iluminação. Exatamente aos 35 anos de idade. Então não existia mais o antigo Sidharta Gautama, o ser carnal, mas um Buda, um Ser da alta hierarquia terrestre, com o qual se unificou.
Após a Iluminação, de posse da Verdade da Vida, Buda Gautama estabeleceu para nossa humanidade o óctuplo caminho, ou o Caminho do Meio, como é conhecido nos mundos iniciáticos.
Pelos ensinamentos búdicos, a cessação de toda dor e sofrimento humano está diretamente ligada à cessação de nossos karmas. Por favor, leia esta frase várias vezes, com calma e tente compreender a sua profundidade, o seu alcance Universal.
Eu posso muito bem escrever umas dez páginas sobre esta questão e mesmo assim mal pincelaria esta questão. Mesmo no século passado com os teosóficos, essa questão continuou sem uma resposta completa, ou melhor, foi deixada como mistério, constituindo-se, pois, de uma chave individual para a Iniciação e Iluminação.
Mas ninguém pode afirmar que o caminho da Iniciação é belo, pacífico, tranqüilo e sem desafios em vida quase além do que podemos suportar.
Quanto mais crescemos em consciência, mais sofremos internamente, é verdade, porque, de fato, nos tornamos muito sensíveis aos estímulos externos, porém não vistos pelos egos humanos, mas pela compaixão divina, justamente uma ação oposta.
Mas, cuide-se também em observar se tais dores que você reconhece nos outros não são suas próprias, oriundas de auto-piedade e auto-sacrifício. Nestes casos, você deve trabalhar o seu eu menor para corrigi-lo e colocá-lo no caminho. Piedade e Sacrifício são sentimentos negativos. Estou chocando os Cristãos que ensinam Piedade. Admito que se peça Piedade ao Pai, num momento de total desespero, numa noite negra da alma, mas jamais, dar piedade a outrem ou a nós mesmos. Nem Piedade nem Sacrifícios são evolutivos; representam péssimos sentimentos oriundos de nossos egos imperfeitos.
Chore, chore que é bom, mas chore por Amor ao Próximo. O choro de alma por Amor ao Próximo é o choro de nosso espírito que nos eleva, que nos encaminha para um novo patamar na escala evolutiva de consciência. Evolução é aumento de consciência.
Consciência é a vida em Verdade e Realidade em Deus.
Somos todos criancinhas e sofrer e chorar por Amor de Deus e Amor à Deus é realmente sublime e faz parte de nossos passos iniciais para um dia nos reconhecermos como Filhos Dele.
Lembra-se dos ideais da GFB na Revolução Francesa? Fraternidade, Igualdade e Liberdade. Não era novidade. Já havia sido empunhado por Fraternidades oriundas da própria GFB há 4.000 anos AC. E tem uma razão de ser. O que é Fraternidade? Não é outra coisa senão Amor ao Próximo.
E o próprio Cristo tornou a repeti-lo, com mais ênfase: “só assim podereis ser reconhecido como meu discípulo”.
Pode ser simples, mas certamente para poucos ainda. Ninguém experimentará Igualdade, sem antes despertar o Amor Fraterno de Deus, e jamais alcançarão a Verdade que Liberta sem antes ter fundido em seu Ser Amor Fraterno e Igualdade entre os Irmãos. Amor, no primeiro momento mais primitivo e egoísta é centrípeta, depois, conforme seu crescimento em Deus, torna-se centrífugo. No primeiro momento você não divide o pão, no segundo momento, você divide o pão ao meio, e no terceiro momento, você …
“Amar a Deus não é outra coisa senão dar o melhor de nós para todos os irmãos, não é simplesmente dividir o pão, mas dar o pão.”
(Frase de Nilakanta Sri Ram da Sociedade Teosófica Adyar, India).
Amar ao próximo, seja quem quer que seja, é a verdadeira fraternidade, é tudo, é respeito, tolerância, companheirismo, doação extrema, dedicação extremada, ética, moral, reconhecimento, gratidão e amor na mais alta escala divina. Para que a Fraternidade entre os seres se estabeleça, ela tem que ocorrer primeiro individualmente, depois na sociedade, e depois no país e depois no Planeta. Ela não poderá existir do todo para o indivíduo, mas do indivíduo para o todo.
Então passamos para a fase das dores e sofrimentos, nossos e de nossos irmãos, pois, todas as dores e sofrimentos humanos passam a ser os nossos também e assim crescemos, porque o que damos, sempre recebemos em dobro, seja dor ou amor, conforme a sua escolha.
Quanto mais crescemos em Amor de Deus e Amor à Deus, dois aspectos da mesma face de Deus (de uma das faces), mais nos aproximamos do Pai e nos distanciamos da matéria e da ilusão. Esta é a verdadeira emoção que devemos despertar, distinguindo-a das emoções superficiais trazidas pelos nossos egos e nossas próprias imperfeições, mas que não é nenhum demérito, porque à partir destas é que podemos transcender um ponto acima na evolução.
É por nada entender sobre nós mesmos, e não entender Deus que o ser, dito humano, sofre e faz os outros sofrerem sem nenhuma necessidade. Continuar a afirmar que este planeta é de provas e expiação, é uma constatação real, porém, não é uma ocorrência inexorável, isto continua a acontecer porque os seres continuam imperfeitos, mas não tem de ser assim sempre, posto que ao homem Deus o habilitou para ser o senhor do seu próprio destino.
Seja um vetor de felicidade para outros.
A única felicidade verdadeira é aquela que não permanece em nós, mas é expandida e passada aos outros, qualquer que seja Ele.


Por Atama Moriya, em 12-05-2009.

ALMA E CONSCIÊNCIA





DEUS: tudo!
AMOR INCONDICIONAL: é o que vale a pena!
NATUREZA: subconsciente cósmico.
MORTE: passagem para outros planos...
REENCARNAÇÃO: nova matrícula terrestre.
CORPO FÍSICO: uniforme de trabalho.
ABORTO: murro na alma!
MÉDICO ABORTEIRO: legista de útero.
APEGO: "meleca" emocional.
OBSESSÃO: peste mental.
PENSAMENTOS INTRUSOS: violadores de alma.
FOFOCA: veneno sonoro.
DISCÍPULO: carma (1) do mestre.
RAIVA: bomba emocional.
PENSAMENTOS NEGATIVOS: petardos mentais.
MÁGOA: intoxicação emocional.
VINGANÇA: fumaça consciencial.
DEPRESSÃO: mente cinzenta.
EGOLOGIA: principal ciência humana.
PERDÃO: alívio geral no campo emocional.
FANÁTICO: múmia consciencial.
MÉDIUM: ponte interplanos.
SEXO: o principal esporte terrestre.
PROJETOR INCONSCIENTE: sonâmbulo extrafísico.
VIDA: experiência.
PROJETOR CONSCIENTE: viajante espiritual das trilhas interplanos.
IRRITAÇÃO: azia espiritual.
CORDÃO DE PRATA (2): raio trator espiritual; algema energética.
RISADA: maravilha humana!
PAIXÃO DESVAIRADA: fogo alto que torra a paciência.
AURA (3): pele espiritual; pele psíquica; pele energética.
CHACRAS (4): janelas da alma.
DISCERNIMENTO: o ouro da mente.
COMPAIXÃO: o ouro do coração.
ENERGIA: o ouro da natureza.
SABEDORIA: o ouro do equilíbrio (discernimento, compaixão e energia sadia, somados na atitude da consciência desperta).
PLANETA: sala de aula no espaço.
UNIVERSO: colégio interdimensional.
ESTRELAS: "muitas moradas"...
GUERRA: câncer da humanidade.
RACISMO: miséria consciencial.
ESPIRITUALIDADE: luz na alma!
AMPARADORES (5): amigos interplanos.
MÚSICA: maravilhosa companheira.
DUPLO ETÉRICO (6): malha energética.
SAUDAÇÃO ESPIRITUAL: paz e luz!

- Wagner Borges -
(Texto extraído do livro "Viagem Espiritual - Vol. III" - Editora Universalista - 1998.)

- Notas:
1. Carma - do sânscrito "Karma" - ação; causa - é a lei universal de causa e efeito - Tudo aquilo que pensamos, sentimos e fazemos são movimentações vibracionais nos planos mental, astral e físico, gerando causas que inexoravelmente apresentam seus efeitos correspondentes no universo interdimensional. Logo, obviamente não há efeito sem causa, e os efeitos procuram naturalmente as suas causas correspondentes. A isso os antigos hindus chamaram de carma.
2. Cordão de prata - Conduto energético que liga o corpo espiritual ao corpo físico; cordão astral, cordão fluídico; cabo astral, cordão de luz; laço vital; fio de prata; cordão perispirítico.
Obs.: Para mais informações sobre os mecanismos energéticos do cordão de prata nas projeções extrafísicas, favor ver o texto "Descrições do Cordão de Prata", no seguinte endereço específico do site do IPPB: http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4275&catid=62:wagnerborges&Itemid=174
3. Aura - do latim, aura - sopro de ar - halo luminoso de distintas cores que envolve o corpo físico e que reflete, energeticamente, o que o indivíduo pensa, sente e vivencia no seu mundo íntimo; psicosfera; campo energético.
4. Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e têm como função principal a absorção de energia - prana, chi -, do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete - que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
5. Amparador extrafísico - entidade extrafísica e positiva que ajuda o projetor nas suas experiências extracorpóreas; mentor extrafísico; mestre extrafísico; companheiro espiritual; protetor astral; auxiliar invisível; guardião astral; guia espiritual; benfeitor espiritual.
6. Duplo etérico - É um campo energético bastante densificado através do qual o psicossoma (corpo espiritual) se une ao corpo físico. É uma zona intermediária pela qual passam as correntes energéticas que mantêm o corpo humano vivo. Sem essa zona intermediária, a consciência não poderia utilizar as células de seu cérebro físico, pois as emanações do pensamento, oriundas do seu corpo mental, e as emanações emocionais, oriundas do seu psicossoma, não teriam acesso à matéria física.


Fonte:
http://www.ippb.org.br/

Vida que segue ...


Atenção, Intuição e Sincronicidade


 
 
 
Muitos de nós já devem ter percebido que, em certos momentos de nossas vidas, algum acontecimento ocorreu no local certo, no momento certo. Pode ter sido o encontro para o início de um grande amor, a pessoa que o indicou para seu atual trabalho ou o livro que você ganhou de presente que o fez refletir sobre sua vida. Porém, se refletirmos com mais profundidade, nos conscientizaremos que absolutamente tudo que aconteceu em nossa vida e todas as escolhas que fizemos no passado são responsáveis pela nossa atual situação.
De acordo com psiquiatra Carl Gustav Jung, criador do termo sincronicidade, esta energia está presente em toda nossa vida, porém são poucas pessoas que têm consciência destes acontecimentos. Isso se dá principalmente pela falta de atenção e presença no dia-a-dia.

Somos capazes de perceber a sincronicidade quando colocamos a nossa atenção em tudo o que fazemos. Através desta atenção, expandimos nossa percepção e entramos num estado de tranqüilidade, de paz interior e de receptividade. Manter um pensamento positivo e estar bem consigo mesmo são essenciais para perceber sincronicidades favoráveis ao nosso desenvolvimento.

A atenção é importante porque é através dela que podemos perceber como a sincronicidade está atuando em nós. É ela a responsável pela conexão com a Vida.

Já a intuição é nossa capacidade de perceber e sentir o que é certo para nós. É a voz do coração. É a sensação de que tal caminho é melhor que o outro em determinada situação.

Há diferentes níveis e qualidades de sincronicidades. Há sincronicidades das mais banais até aquelas que podem mudar completamente sua vida. Percebo que elas ocorrem a partir do estado interno e da intenção da pessoa. Quando temos uma intenção com relação à determinado assunto, é natural que nós também aumentemos nossa atenção para tal. Por exemplo, quando você tem a intenção de comprar determinado carro, pode ser que você comece a perceber carros idênticos ou semelhantes ao que você quer comprar à sua volta. Na verdade, eles já estavam lá. Apenas a sua atenção foi influenciada pela sua intenção de comprar o carro. Já o estado interno determina a qualidade das sincronicidades. Se você está desesperado ou agitado, sua atenção se volta para situações semelhantes e você tende a perceber sincronicidades com esta mesma qualidade.

Por isso, é importante primeiro voltar a atenção para si e perceber qual o estado interno que está presente em seu interior. E quando conseguir alcançar este estado de presença e serenidade, experimente olhar ao seu redor perceber as situações que estão acontecendo. Deste estado você saberá o que fazer. Isso em si, já é um processo de auto-conhecimento.


A atenção ajuda a desenvolver a intuição e com a prática deste estado interno você será capaz de perceber cada vez mais sincronicidades que poderão levá-lo adiante em sua vida. Um ótimo exemplo de sincronicidade é o próprio fato de você estar lendo este artigo agora. Pode ser que você não tenha tido consciência até agora de como chegou até aqui, mas com certeza a sua atenção, a sua energia da intenção de se desenvolver e a sua própria intuição fizeram com que neste momento você se encontre aqui.

Que você possa agora exercitar a atenção e intenção no seu crescimento e desenvolvimento pessoal como um todo e, dessa forma, viver plenamente.

Autor: Saulo Nagamori Fong - Coordenardor do Instituto União é Ser Humano, Educador, Fotógrafo, Coach e Palestrante com abordagem psico-corporal.

A Astrologia Indiana e os signos.





Mescha (14 de abril a 13 de maio) - Líder, ativo e ágil, possui uma enorme capacidade para se tornar um líder nato e ocupar cargos de chefia. Deve saber controlar a sua inquietude e  ansiedade. Possui um enorme poder de atração, costuma ser fiel, franco e envolve-se com muita facilidade.

Virishabha (14 de maio a 13 de junho)  – Aprecia os bens materiais e os prazeres da vida. Costuma ser uma pessoa teimosa, tranquila e muito leal. É muito sensual, gosta de estabilidade amorosa, e é bastante seletivo.

Mithuma (14 de junho a 14 de julho)  – Muito ativo, gosta de fazer tudo ao mesmo tempo. Esperto, com raciocínio rápido, gosta de se manter bem informado e precisa saber tudo o que acontece ao seu redor. Costuma dar mais valor à amizade do que à paixão.

Karkataka (15 de julho a 15 de agosto) – Os nativos deste signo dão muita importância à família. Sensíveis, sentimentais, costumam ser inseguros. Nào suportam críticas e não gostam que brinquem com os seus sentimentos. É uma pessoa fiel, romântica e busca estabilidade em seus realcionamentos.

Simha (16 de agosto a 15 de setembro) - Nativos deste signos são pessoas divertidas e adoram eventos sociais. Gostam de ser o centro das atenções e são seguros de si mesmo. Dominadores, evitam demonstrar em públco as suas emoções e intenções.

Kanya (16 de setembro a 15 de outubro) – Organizado e meticuloso, os nativo deste signo é perfeccionista, inseguro  e não costuma demonstrar os seus sentimentos. Muito prestativo, gosta de ajudar os outros e no amor se sente responsável pelo seu amor.

Thula (16 de outubro a 14 de novembro)  – Amável, cordial, detesta solidão, ainda bem que possui muita facilidade para fazer amigos.Vaidoso, romântico, ardente, sente necessidade de estar envolvido com alguém.

Vrischikha (15 de novembro a 14 de dezembro) - Misterioso, é difícil descobrir o que se passa na mente e no coração deste nativo. Muito leal, nào perdoa traições.  Muito atencioso e carinhoso com o seu parceiro amoroso, sabe se dedicar a um relacionamento duradoro.

Dhanus (15 de dezembro a 14 de janeiro) – Amantes da liberdade, gostam de falar o que pensam e detestam pessoas controladoras. Não suportam ser submissos no amor, precisam de liberdade e privacidade. Adoram mimar a pessoa amada.

Makara (15 de janeiro a 12 de fevereiro) – O nativo deste  signo é muito responsável, sério e dedicado ao trabalho.  Seu defeito é saber criticar os outros mas não aceitar críticas alheias. Possui uma ótima capacidade de adaptação, é generoso, determinado e possui dificuldades em se expressar nos relacionamentos afetivos.

Khumba (13 de fevereiro a 12 de março) - Analítico, comunicativo, e muito criativo. Possui uma forte intuição e gosta de liberdade. No amor, gosta de fantasiar e viver amores platônicos.

Meena (13 de março a 13 de abril) – Ligado a assuntos espirituais, o nativo deste signo segue sempre o coração.  Extremamente romântico, é meigo, leal e vive em busca do seu grande amor.

Entrego este Blog para todos vocês

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DEUS vos abençõe

CHAMA

CHAMA

LUZ VIOLETA

"EU SOU um ser de Luz Violeta! EU SOU o Amor que DEUS deseja!"

Fixe seus olhos na Chama Violeta, visualize o seu corpo dentro dela, a chama violeta penetra no seu corpo. A chama violeta se expande, se expande, se expande cada vez mais, transmutando e purificando tudo em nós e à nossa volta que não seja paz , equilíbrio, bem-estar, amor, harmonia e luz.

(O exercício pode ser feito substituindo as palavras paz, amor, ..., por exemplo: sua casa, seus parentes, uma situação...)

TUBO DE LUZ

Deus Todo-Poderoso, presente em meu coração:

Projeta em torno de mim um tubo de força eletrônica.

Torna-o tão possante que nada de mal possa atravessá-lo.

Faz que eu seja invisível, invencível, invulnerável

a tudo que não é teu amor, tua sabedoria e teu poder.

Obrigado, Ó Deus Todo-Poderoso, tú atendeste ao meu apelo!

(visualize um tubo de Luz branca ao seu redor a um metro e meio de distância)

MINHA ALMA

MINHA ALMA
A minha fotografia
ANALUZ
Infinitamente sonhadora... O meu maior sonho: - encontrar o sentido da VIDA
Ver o meu perfil completo

KODOISH, KODOISH, KODOISH ADONAI 'TSEBAYOTH

KODOISH, KODOISH, KODOISH ADONAI 'TSEBAYOTH



é o nome sagrado mais poderoso que conhecemos.

A sua tradução é Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus das Hostes. É muito usado para proteção espiritual em geral e também para discernir os seres de Luz dos seres caídos.



Essa é a saudação usada pelos seres de Luz para saudar o Trono do Pai (Deus). Quando repetimos esse nome com essa mesma intenção, imediatamente ficamos alinhados com a Luz do Altíssimo Deus e essa emanação preenche todo o nosso ser e nos liberta de todo vínculo energético que não esteja alinhado com esse mesmo princípio.






COMO USAR ESSE NOME?


É simples! Basta repetí-lo com respeito por pelo menos três vezes. Pode ser falado em voz alta ou apenas mentalmente. Experimente!

ANJOS DO DISCERNIMENTO

Divinos Anjos do Discernimento, peço perdão por todo o carma acumulado. Que vossa divina presença ilumine meu caminho, desperte minha intelig6encia superior e me dê o divino discernimento de que preciso nesta hora de prova. Minha mente está confusa, então solicito luz para ver a senda espiritual. Uma rocha acesa para iluminar a escuridão. Que nunca me sinta sozinho nem afastado dos outros seres. Peço sabedoria para perceber a presença de Deus em todos os corações humanos. Tenho fé no poder espiritual, que me protege e orienta.

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CANTO DAS ORAÇÕES

CANTO DAS ORAÇÕES
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A ALMA MAIS PURA que habitou a terra

A ALMA MAIS PURA que habitou a terra

"Duvide de si mesmo e você duvidará de tudo que vê. Julgue a si mesmo e você verá juízes por toda parte. Mas se você ouve o som de sua própria voz, você consegue elevar-se acima da dúvida e do julgamento. E você consegue ver eternamente." (Nancy Kerrigan)

E POR QUE ATENTAS TU NO ARGUEIRO QUE ESTÁ NO OLHO DO TEU IRMÃO E NÃO REPARAS NA TRAVE QUE ESTÁ NO TEU PRÓPRIO OLHO?

Lucas 6.41 (arc)


«Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?



Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?



Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura?



E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam, contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles.



Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?



Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? (Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso.



Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.



Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. Mt. 6.25-34»




A GRANDE INVOCAÇÃO


Do ponto de Luz na mente de Deus,

Que flua Luz à mente dos homens

E que a Luz desça à Terra.

Do ponto de Amor no coração de Deus

Que flua amor ao coração dos homens

Que Cristo retorne à Terra.

Do centro onde a vontade de Deus é conhecida,

Que o propósito guie as pequenas vontades dos homens,

Propósito que os mestres conhecem e servem.

Do centro a que chamamos a raça dos homens

Que se realize o plano de Amor e de Luz

E se feche a porta onde se encontra o mal.

Que a Luz, o Amor e o Poder

Restabeleçam o Plano Divino sobre a Terra

Hoje e por toda a eternidade. Amém.

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